quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Coordenação motora

Definição:

Coordenação motora é a capacidade de usar de forma mais eficiente os músculos esqueléticos (grandes músculos), resultando em uma ação global mais eficiente, plástica e econômica. Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço, controlando os movimentos mais rudes.

Ex: andar, pular, rastejar, etc.

Coordenação motora fina

É a capacidade de usar de forma eficiente e precisa os pequenos músculos, produzindo assim movimentos delicados e específicos. Este tipo de coordenação permite dominar o ambiente, propiciando manuseio dos objetos. Ex.: recortar, lançar em um alvo, costurar, escrever, digitar, etc.

Para que haja um trabalho de coordenação é necessário que se tenha um canal de entrada de informações e um canal de saída para execução dos comandos vindos do cérebro.

O canal input é preenchido pelo sistema receptor, ou seja, os sentidos visual,tátil,cinestésico,auditivo e vestibular. Enquanto que o canal output é composto pelo Sistema Locomotor completo (membros superiores, membros inferiores e tronco).


falarei mais nas próximas públicações

Canais recptores de estímulos.

Quando e como treinar a C.M?

Qual a importância de treinar a C.M.?



Valdinéia Lopes


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011


O governo que não investe no ESPORTE e na CULTURA
investe em presídios e hospitais


Falando na minha área que é o esporte- Quase que incalculável o benefício que o esporte proporciona à sociedade. A inclusão social e os inúmeros benefícios que as atividade físicas trazem à saúde humana são alguns itens que fazem com que o esporte tenha um importante papel perante à sociedade.
No momento em que a violência tornou-se banal na sociedade em geral, o esporte cumpre uma importante função de inclusão social. Ao tirar crianças e adolescentes das ruas, ele ajuda na prevenção e no combate às drogas e à violência, contribuindo para a promoção da segurança pública.
O poder de transformação do esporte fez com que várias empresas o adotassem como forma de melhorar o desempenho e a saúde dos funcionários, pois foi cientificamente comprovado que as atividades físicas desenvolvem o auto-estima e conseqüentemente o rendimento no trabalho.
Além da inclusão social, o esporte proporciona inúmeros benefícios à saúde humana. Atuando na prevenção de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e várias outras doenças, o esporte ganha espaço e interesse pela medicina.
É essencial a sociedade estimular a prática do esporte na população. Comprovado o seu poder de transformação na luta por uma vida mais saudável e na inclusão social, ele deve ser adotado como forma de melhorar a convivência na sociedade e na promoção da paz social.
Extraído de web

Meu comentário e relato:

Infelizmente muitos gestores dos estados brasileiros não conhecem o poder de um esporte(também a cultura) bem planejado e bem aplicado, preferem descansar passando a total responsabilide para as mãos de pessoas despreparadas mas que tenham cunho político forte. Gostaria eu, um dia, sentar com meus gestores e perguntar se eles conhecem o plano de governo no esporte nacional, o que temos em comum com esse plano e assim entender um pouco do sistema em que estou inserida.
Porém paro por aqui poupando meus comentários pessoais, pois estou me preparando para futuramente poder falar com total conhecimento e defender meus interesses e de muitos colegas sonhadores.
Infelizmente tenho consciência de que a massa é que sofrerá as consequências no futuro, presídios e hospitais cheios, precisando de investimentos em equipamentos, em mais unidades de atendimento, e tudo isso devido ao tabagismo, gravidez precoce, vícios que tomaram naturalmente o lugar que estava vago.
Sinto em dizer também(no meu ponto de vista) que o esporte brasileiro está indo de mal a pior, porque o esporte não se resume em futebol ou em outra qualquer modalidade em destaque nacional, não se resume em aparecer na maior emissora de TV todo final de semana, mas vai muito além disso, vai nas favelas, na zonal rural, vai me lugares onde a própria educação intelectual não pode ir, dando oportunidade a quem não tem, ofertando um estilo e uma qualidade de vida melhor.
Desde o superdotado ao descapacitado merece ter o esporte, a cultura, o lazer assim como diz na constituição.





Professora: Valdinéia Lopes de Oliveira
Esp em Treinamento Desportivo
DHFK-Universidade de Leipzig–Alemanha
Graduada em EDUCAÇÃO FÍSICA.
Campo Grande, MS
67 99815840 / 92975691 / 33875255



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



Qual a concepção do esporte educacional?





O esporte hoje tem sido um instrumento forte nas mãos dos educadores que o tem usado como forma de linguagem atrativa para as crianças, adolescentes e jovens tornando-se o esporte um ícone de fácil acesso a essa clientela.

São vários os motivos que levam crianças e adolescentes a praticarem um determinado esporte, são eles:

A necessidade de pertencerem a um grupo(fazer novas amizades),

Ocupar suas horas vagas,

Fugir de casa e pelo próprio gosto pelo esporte em si.

Há aqueles que sonham em ser atletas de destaque e seleção nacional(1).

O esporte na infância e na adolescência tem um valor importante do ponto de vista da integração e da socialização do indivíduo, a criança precisa expor a sua capacidade criadora e para isso é importante dispor de um conjunto de habilidades motoras e cognitivas que são adquiridas sistematicamente ao decorrer do seu desenvolvimento.

Sendo assim quanto mais oportunidades são oferecidas, essas crianças terão melhor auto-estima, controle emocional e chances de dominar suas ações diárias (casa, trabalho, escola). Portanto, uma das formas de alcançar este objetivo é pensar na prática educativa do esporte orientada por uma via inclusiva que vise aplicação de atividades recreativas, formativas e sociais. (2). Uma prática que construa valores, tais como:

Responsabilidade,

Respeito ao próximo,

Respeito às regras,

Desenvolvimento da personalidade, da tolerância e da integração (3).

Não há melhor êxito em adquirir estes resultados do que por meio de atividades físicas, e principalmente esportivas que se constituem em meios de convivência humana, exercício da disciplina no agir seguindo regras, ter respeito, ética e ser responsável. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. Isto inclui o direito de brincar, praticar esportes e divertir-se.

O nosso objetivo não é somente ensinar fundamentos de uma determinada modalidade esportiva, mas sim oportunizar a todas as crianças uma troca de experiências entre professores e os próprios membros da sociedade, pois a aprendizagem é um processo que começa no nascimento e acaba somente na morte (4).


1 - CAÇOLA, 2007, 2 - FREIRE, 1997, 3 - OLIVEIRA; PERIM, 2008, 4 - GALLAHUE; OSMUN, 2001
Lindo poema e recomendo filme...
val lopes


Caso do Vestido

Carlos Drummond de Andrade



Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


Texto extraído do livro "
Nova Reunião - 19 Livros de Poesia", José Olympio Editora - 1985, pág. 157.

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